• Mayara Labs;Miriam Furlan

Pantera Negra (2018)



ou Sobre a quebra de paradigmas.

O que falar de Pantera Negra? Um filme que nos faz voltar a nossas raízes, um filme que mostra um ícone negro como exemplo e um filme que mostra o empoderamento da mulher.

T’Challa, príncipe de Wakanda, volta a sua terra natal para um a cerimônia de coroação após a morte do rei T’Chaka. Na ocasião todas as cinco tribos que compõem o reino se reúnem, mas uma delas não apoia o atual governo. T’Challa disputa o trono com Killmonger, da tribo Jabari, de quem ganha. Além disso, a trama se dá em torno da valiosa potência tecnológica vibranium, que foi roubada por Ulysses Klaue de Wakanda alguns anos atrás.

Quando T’Challa tem que voltar a sua origem, entra em contato com suas raízes ancestrais do povo africano, com a sua cultura: vestimentas com máscaras, crenças relacionadas à dança e ao movimento do corpo, o modo de viver. Nós também temos nossos ancestrais e que nos remetem à cultura familiar que cada um vive hoje. Pare e pense um pouco na sua: de qual local seus pais, avós, bisavós, tataravós vieram? Como era a cultura de cada um? Os costumes, as crenças? O que se faz presente na sua vida hoje e o que mudou?

No filme, ao ver que T’Challa é um super-herói negro nos faz pensar em toda a questão do racismo que, infelizmente, ainda se faz muito presente em nossa sociedade. Também possibilita que muitas pessoas se vejam como heróis e possam se reconhecer em um personagem de filme que muitas vezes acaba sendo retratado por um pessoa branca. Claro que é possível, por exemplo, eu me identificar com um protagonista negro sendo branca, ou vice e versa, ou com um protagonista de outra cultura, do Japão por exemplo, a identificação perpassa essas características. A representatividade é uma das ferramentas que colaboram para que as discriminações diminuam, mesmo que leve certo tempo.

E por fim, o filme também retrata a força da mulher, como Nakia, Okoye, Shuri - a responsável pela área tecnológica do reino - como mulheres fortes, decididas, que ocupam lugar de destaque no reino, quebrando o machismo e colocando a mulher em posição de devida importância tanto quanto o homem.

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