• Mayara Labs;Miriam Furlan

Será que estou mesmo ajudando aquela pessoa?



Em uma das minhas aulas da pós graduação aprendi sobre a importância de estar com o outro numa situação de evento catastrófico, como terremoto, incêndio, enchente entre outros. Nas horas seguintes ao desastre, muito mais que fazer psicoterapia, é ofertar a pessoa coisas práticas como: se gostaria que ligasse para alguém, se gostaria de comer ou beber algo, ir para algum lugar, enfim... perguntas que irão variar conforme a situação e quanto tempo se passou do desastre.

Mas porque estou relatando isso? Para falarmos sobre ajudar o outro. Muitas vezes entendemos que ajudar é dar algo, mas isso é caridade. Ajudar não é fazer pelo outro ou querer tirar seu sofrimento, mas sim ter compaixão pela dificuldade daquela pessoa, estar junto a ela.

Quero que você pare e pense na sua vida: como eu ajudo o outro? Faço de tudo para que aquela pessoa não sofra ou estou com ela durante esse seu momento? A pessoa que está passando pela dificuldade precisa aprender a lidar com isso e vencer sozinha para que cresça como pessoa. Se ocorrer uma superproteção, a pessoa que ajuda fica sem tempo para ela mesmo, sente-se cansada, não consegue sair dessa rotina, pois se vê como o “sustentador” daquela pessoa, e a pessoa que recebe a superajuda, por sua vez, acaba sendo mimada e sentindo-se inferior, muitas vezes se acomodando com a situação.

Ajudar o outro é uma ação que precisamos sim realizar, mas antes pare e pense: a pessoa me pediu ajuda ou não? Estou ajudando, mas o ajudado é quem está sendo o grande gerador de mudança, está se esforçando? Essas perguntas são essenciais para não cairmos numa superproteção, nem na negligência, mas sim para avaliarmos se estamos de fato sendo condizentes com nosso papel de estar com, ao invés de fazer por.

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