• Mayara Labs;Miriam Furlan

Conhecendo uma outra verdade



Na semana passada participei do 13º Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, que aconteceu no Rio de Janeiro, e ali vi muitos trabalhos (além de apresentar o meu), os quais quero compartilhar um pouco com vocês ao longo de alguns textos e reflexões que fiz após essa experiência.

Mas antes de falar sobre os trabalhos em si, quero falar sobre minha experiência no Rio. Devido a ouvirmos com frequência sobre violência nos noticiários, confesso que fui “ressabiada” para lá, com medo. Mas quando cheguei e ali fiquei por cinco dias vi o quanto muitas vezes somos enganados. É uma cidade perigosa como qualquer outra, com bairros muitos violentos, com lugares turísticos maravilhosos e com pessoas nas suas mais diversidades e autenticidades.

Encantou-me aquela natureza, os parques, o povo, a cultura e o Museu do Amanhã, que me fez refletir sobre o que estamos fazendo agora para o amanhã... Fiquei chocada com tanta divergência, seja entre ricos e pobres, poluição e reciclagem, natureza e desmatamento e tantos outros polos opostos, que me fez refletir sobre quem estou sendo nesse momento, o que estamos fazendo conosco e com o próximo e, inclusive, com o mundo.

E então me lembrei de uma oficina que participei no congresso que duas grandes amigas realizaram, Cristiana Pires Gonçalves Pereira e Daniela Fabbrocini, juntamente com Leandra Jones que não pode estar presente lá. Elas conseguiram colocar em debate dois polos contrários do cenário político de forma que um escutasse o outro e refletisse sobre a sua prática, conduta. E me chamou atenção a frase que para que dois opostos conversem, o “ser contra” ou o “ser a favor”, tem que ser deixado de lado naquele momento para que se possa ouvir o que o outro tem a dizer. E ao ouvir as experiências, passamos a ampliar nosso modo de ver sobre aquele tema. E de fato isso acontece, pois passei por essa experiência lá ao conversar com o grupo na oficina sobre suicídio - ampliou muito minha visão sobre o tema e me fez repensar alguns posicionamentos.

Chamo atenção para o fato de que nada adianta ficarmos num polo ou no outro tomando a nossa verdade como única – perdemos em conhecer as múltiplas realidades e a crescer como pessoas. Pense nisso!

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