• Mayara Labs;Miriam Furlan

É possível ser feliz “sozinho”?



Essa semana, durante uma conversa com um amigo, o mesmo levantou a questão de que algumas pessoas acreditam que a solução para todos os nossos problemas é “brincar de casinha”, ou seja, casar e ter filhos. Continuamos o “papo”, argumentando sobre como essa concepção é extremamente errada e sobre o quanto seguir esse modelo pode nos trazer muita infelicidade.

Infelizmente, em nossa cultura, predomina o pensamento de que temos que encontrar nossa “alma gêmea”, pois apenas depois de achar nossa “tampa da panela", conseguiremos ser completos. Ledo engano. Primeiro, precisamos estar com a nossa metade (se é que alguém não é inteiro) em “boas condições” para que, ao juntá-la a nossa “metade da laranja”, não terminemos por apodrecer a fruta toda.

Brincadeiras à parte, o que quero dizer é que ninguém deveria depositar sua felicidade no outro. Já imaginou a pressão que nossos companheiros podem vir a sentir? E esperar que alguém nos complete, não seria fugirmos da responsabilidade de sermos os atores principais de nossas vidas e culpar o outro caso o relacionamento não nos traga felicidade?

Agora, como ser feliz sozinho? Parece triste, não é mesmo? Depende de como você enxerga “estar sozinho”. Se você acredita que apenas estando em um relacionamento amoroso você conseguirá sobreviver ao mundo, devo alertá-lo de que você tem um grande problema! Quantos de nós não conhecemos pessoas que passam anos desejando se separar, mas não o fazem por medo de ficarem sozinhas? Preste bem atenção: medo de ficarem sozinhas e não medo de ficarem sem o outro. Consegue enxergar o problemão aqui? A crença de que todos temos que ter um parceiro para sermos completos nos faz adiar decisões e causa sofrimento.

Antes de procurarmos a “felicidade a dois”, precisamos buscar a felicidade “solitária”... nos conhecermos melhor e trabalharmos relacionamentos passados que ficaram mau resolvidos para, então, termos condições de nos dedicarmos ao outro, de amarmos e sermos amados e, acima de tudo, acreditarmos que temos recursos suficientes para enfrentarmos um possível fim da relação sem que isso também seja o nosso fim.

Pense nisso!

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