• Mayara Labs;Miriam Furlan

A longevidade do futuro e o futuro da longevidade



“Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e, sendo velho, não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem seu prazer e sua dor e é preciso que eles escorram entre nós.”

O escritor Victor Hugo se expressou bem nesse trecho nos mostrando a importância de se viver cada fase do nosso ciclo de vida, em sua plenitude e sem se dedicar demais as expectativas acerca do futuro. Por que estou falando isso? Para falarmos sobre a longevidade hoje, sobre a velhice, que é definida por suas condições físicas, funcionais, mentais e de saúde ao longo de cada momento, e não somente sobre uma idade cronológica.

Quanto maior a nossa capacidade de nos transformarmos e nos adaptarmos ao longo da vida, melhores condições teremos também de viver essa fase do ciclo vital, como diz Cerveny, Macedo e Schalch, no texto Família e longevidade, do livro Família e... de 2012:

“O ser longevo viveu muitos anos; passou por muitas mudanças e o mundo em que viveu também. Aqueles que, em suas jornadas, viram muitas mudanças de paradigmas e não se recolheram no mundo antigo provavelmente têm mais possibilidade de se adaptarem também às suas próprias transformações.”

É importante pararmos para pensar um pouco sobre a longevidade, seja a nossa ou a de algum familiar, amigo ou até mesmo a de alguém querido que já faleceu. Não importa a idade que você tenha no momento, apenas reflita sobre o que você espera da velhice, como a vê. Para termos uma velhice saudável precisamos nos prevenir, mas quando começamos a prevenção? Como você acha que isso deve ser feito?

Além dessas perguntas reflexivas, vou lhe colocar mais algumas para que você pare e pense no modo como lida com os idosos e como deseja que lidem com você quando estiver idoso ou, se já for idoso, como lidam com você e como você lida com os outros idosos que fazem parte da sua vida.

Muito se sabe e se vê que o idoso é excluído da sociedade, e então te pergunto: sobre a exclusão, é o idoso que se excluiu ou a sociedade/família que o excluiu? Ou um movimento de ambos? Além da exclusão, a infantilização da idade ao se comunicar com alguém mais velho: é possível dialogar sem criar a sensação de desrespeito e sem prejudicar os relacionamentos, menosprezando o outro?

Precisamos começar a questionar e a nos questionar sobre a velhice que queremos no futuro e sobre o futuro que queremos da velhice. Pense nisso!

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