• Mayara Labs;Miriam Furlan

A tal da difícil aceitação..



Já reparou o quanto sempre estamos reclamando? Ah, está bom isso, mas falta tal coisa, ou então está bom assim, mas poderia ser melhor, ou nada está bom, tudo acontece comigo. É fato: é muito mais fácil ver o que está ruim do que o está bom e é mais fácil ainda reclamarmos do que aceitarmos.

Quando falo sobre aceitar, falo sobre experimentar tal fato como ele é, independentemente se é doloroso, ou se é bom, ou se dói mas é bom ao mesmo tempo... Aceitar é sentir algo tal como ele é.

Quando pensamos que tal coisa machuca demais e já negamos isso reclamando, não nos damos o devido tempo para nos abrirmos ao efeito que sentir aquilo naquele momento provoca em nossa mente, qual a emoção, o comportamento. Não precisamos (e nem devemos) ser felizes 100% do tempo, abrir-se à dor de uma perda, por exemplo, ou de raiva, nos faz sentir um certo alívio ao vermos que somos humanos e que sentimos. A partir desse momento passamos a nos conhecer e quando relatamos nossas histórias nos munimos de sentimentos que podem ser modificados ao re-narrarmos o que aconteceu, bem como podem “permanecer os mesmos”, mas esse novo contar nos leva a uma reflexão e organização dos fatos e sentimentos.

Claro que aceitar algo como ele é não é tarefa fácil e não se faz de uma forma rápida, de uma hora para outra, mas é algo necessário que precisamos para nossa vida para respeitarmos quem somos e nossas experiências também. É um passo para o nosso desenvolvimento admitir que “não consigo isso agora” ou ter que voltar um pouco antes de prosseguir, é uma realidade que se faz necessária para o nosso crescimento.

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