• Mayara Labs;Miriam Furlan

Corra! (2017)



Um filme para falarmos sobre o racismo, Corra! apresenta a história do casal inter-racial Chris, um jovem negro, e Rose, uma jovem branca que vem de uma família muito tradicional. Ela planeja com o namorado passar um final de semana na casa dos pais para que eles o conheçam. Ele, então, a questiona se a mesma avisou seus pais sobre o fato dele ser negro e a garota responde que não, que seus pais não são racistas e que até votariam no Obama novamente.

Antes de continuar a história preste atenção nessa fala: “Ele até votaria no Obama novamente” – quantas vezes dizemos que não somos racistas alegando o simples fato de que ter um amigo negro já nos faz pessoas melhores? Ou então: eu não sou racista, trabalho até com uma pessoa negra.”

Vamos seguir com a história do filme e depois voltamos a tal reflexão. O casal vai para a casa da família da menina no final de semana e de início Chris é bem recebido, até o momento que começa a perceber que todos os empregados da casa são negros e que algo estranho acontece ali, ao conversar com eles nota que são bem reprimidos. A mãe de Rose é uma psiquiatra que ajuda outras pessoas por meio de hipnose e o pai é um neurocirurgião. Bom, vamos parar aqui com a história e deixar você curioso para assistir como vai se proceder e terminar o filme.

Voltando a nossa reflexão, muitas vezes dissemos que não são somos racistas com um certo distanciamento, como na fala do pai de Rose e nos outros exemplos acima, que convivemos com pessoas negras mas ele lá e eu aqui. Para e pense: será que de fato não estou sendo preconceituoso? O preconceito é um pré-conceito que fazemos de alguém ou algo antes mesmo de conhecer, julgamos pela aparência, mas para não sermos vistos como pessoas preconceituosas ou racistas, como no caso do filme, dizemos que temos conhecidos negros, ou então, eu não tenho preconceito nenhum com quem tem tatuagem, só não prefiro me aproximar... entre tantas outras falas parecidas.

Ok, você pode muito bem escolher com quem quer viver e conviver, mas apenas pare e pense se não está perdendo a chance de conhecer pessoas que vão te surpreender e que não deixam de ser melhores ou piores porque são homossexuais, ou negros, ou muito branca, ou porque tem piercing, ou gordas...

E para finalizar, tem um ditado popular que representa muito bem essa reflexão de hoje e que vai te mostrar como as aparências nos enganam.

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.

Pense nisso!

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