• Mayara Labs;Miriam Furlan

Me chame pelo seu nome (2017)



Me chame pelo seu nome é muito mais que um simples filme de romance. Muito além disso, é uma obra para refletirmos sobre nossas evoluções e descobertas sobre nós mesmos.

Contar o enredo desse filme é “fácil”: um jovem de 17 anos, chamado Elio, que passa mais um verão na casa de seus pais na Itália, mas um verão diferente devido a chegada de Oliver, um acadêmico que veio para ajudar o pai de Elio em sua pesquisa. Os dois acabam se apaixonando, vivem momentos intensos de prazer e alegria. Os pais de Elio começam a perceber o que está se passando com os dois e sugere que o filho passe um tempo de férias com Oliver antes dele ir embora. O casal vive então momentos inesquecíveis até a partida de Oliver. Dois anos depois, Elio recebe a ligação de Oliver dizendo que estava noivo e iria se casar no próximo verão. A produção termina com as lágrimas de Elio no dia de Hanukkah.

A trama traz à tona um dos grandes (talvez, um dos maiores) problemas familiares: falar sobre sexualidade e, mais especificadamente, a descoberta da preferência sexual. Elio está no final da adolescência, momento que ocorrem algumas alterações no hipotálamo – região cerebral que comanda a produção de hormônios sexuais – que fazem com que o indivíduo se torne mais sensíveis a eles, permitindo, então que o cérebro identifique qual dos gêneros gera uma maior estimulação das áreas cerebrais ligadas às sensações prazerosas. A partir disso, ele/ela vai fazer sua “escolha” sexual, e decidir o que quer fazer com ela a depender de seu contexto: esconder ou expor.

A produção expõe como Elio começa a descobrir sua preferência sexual, as angustias, tristezas, períodos pensativos, alegrias que todo esse momento gera nele e como vai expondo à família sua sexualidade. A maneira como os pais do jovem lidaram com esta fase de descoberta, vai ao encontro do que muitos livros sobre educação sugerem e que, segundo relatos de pais de adolescentes que seguiram essas orientações, surtiu efeito positivo: dar informações, alternativas e o direito de errar de vez em quando. E cabe aqui um discurso que ocorre no final do filme, entre Elio e seu pai, e que de certa forma pode causar espanto no espectador por ele aceitar a preferência sexual de seu filho, visto que durante todo o filme o pai se mantem mais afastado em relação a esse assunto do que a mãe:

“Não sublime seus desejos, não procure sempre se ater à norma, não fragmente sua felicidade para o bem dos outros.”

Assistir o filme é, entretanto, sentir, vivenciar o fim de um relacionamento amoroso, a distância, o autoconhecimento de Elio, e pensando na psicologia, porque não falar sobre essa fase do nosso ciclo da vida? Essa fase que é permeada por muitas características, como a rebeldia, descoberta, autonomia... a adolescência.

*Para saber mais acesse: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/preferencia_sexual_nao_e_opcao.html

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