• Mayara Labs;Miriam Furlan

E o que você faz nos dias de sol?



Tem chovido muito em minha cidade desde meados de dezembro. São raros os dias de sol e, quando eles aparecem, são de “sol ardido”, aqueles que sabemos que precedem chuva. Chove tanto, que já é motivo de piada: “nossa, faz tempo que não chove!”, “vamos marcar quando chover!”.

Como não poderia ser diferente, entretanto, há muita reclamação. Parece que a vida de muitas pessoas pára em dias de chuva! Concordo que fica difícil a locomoção, a higienização da casa e das roupas, mas algumas pessoas chegam até mesmo a adiar compromissos, mesmo diante de uma chuva leve.

Esse contexto pelo qual está passando minha cidade, onde chove “dia sim e no outro também”, aliado ao comportamento de algumas pessoas, me fez refletir sobre como deve ser um dia de sol em suas vidas. Não entendeu? Eu explico melhor…

Maringá também tem suas épocas de “seca”, onde passam muitos dias sem chover e o calor faz com que algumas pessoas passem mal. Assim como ocorre em períodos longos de chuva, a reclamação toma conta da cidade e, não raro, ouve-se “quando é que vai chover?!”. Basicamente passamos o ano nessa dualidade chuva x sol onde boa parte da população nunca está satisfeita (sem contar os dias de frio, mas esse talvez seja tema para outro texto).

Parece que algumas pessoas tendem, por n motivos, a canalizar sua energia no sentido do que “falta” e não em tentar se adaptar a uma determinada situação. Reclamam do excesso de chuva, mas não valorizam um belo dia de sol, independente se ele é “ardido” ou não. Claro, também não valorizam aquele cheiro de chuva gostoso e os barulhinhos dela caindo nas árvores… E se não conseguem valorizar essas coisas que podem parecer bobas, quem dirá valorizar um aumento de salário (quando não é o esperado), um pedido de namoro (quando ele não é um príncipe) ou um bolo simples, mas feito com amor (mas que não é daquela confeitaria famosa).

Não se trata de aceitar menos do que se merece ou enxergar um mundo “colorido”. A questão é que cada vez mais vejo pessoas que não enxergam, dentro de suas próprias lutas, as pequenas vitórias do dia a dia. Convivo com casais que não se atentam que gestos simples, mas feitos com carinho, também são declarações de amor. Todos eles, infelizmente, focam no que falta.

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